Anexo Biblioteca Nacional – RJ

Ficha Técnica:
Ano: 2014 | Concurso Nacional de Arquitetura|  Área: 10.000 m² | Localização: Rio de Janeiro – RJ

O edifício do anexo da biblioteca nacional
O conceito do edifício anexo da BN retrata um pouco de cada tema abordado para o desenvolvimento do projeto. As relações culturais e artística pré-existentes com o entorno; o contraste com uma arquitetura rígida e fechada; as diferentes vistas do terreno e para o terreno; as transformações ligadas a era digital; e os acessos e funções que um organograma funcional nos levou.
A qualidade do espaço físico adequado as diferentes funções, foi o que orientou o conceito volumétrico, tornando assim, cada espaço seja de permanência ou de passagem, único e especial. As aberturas controladas de luz, através das chapas perfuradas, hora mais intensa, hora menos intensa em função da necessidade, agregam valores na qualidade desse espaço.

Os grafites propostos na fachada do bloco central existente, agora com suas aberturas fechadas, respeitam a identidade do lugar e incentivam pré-existências de uma forma natural e acessível a todos podendo conectar a região com a arte urbana atual.
A locação das caixas de circulação vertical alinhadas as do bloco central possibilitam uma circulação interna de serviço e emergência direcional no pavimento térreo, e nos superiores, o pequeno afastamento do bloco central, cria corredores de serviço, sempre iguais, que interligam verticalmente as funções de serviço assim como a possibilidade de acesso aos armazéns.

A escolha por um edifício garagem foi adotada em função da locação da via de serviço (alinhada ao meio fio no passeio da rua Rivadavia, definida pelo plano do Porto Maravilha), da dificuldade de um acesso subterrâneo (incluindo rampas de acesso, número de vagas possíveis, área existente sob o bloco oeste, proximidade do lençol freático, não recomendação de passagem subterrânea pelo bloco central), da preferência por uma entrada e uma saída de veículos, da possibilidade de acesso de carga e descarga ligado na circulação de serviço e do número de vagas recomendados. As vantagens desse estacionamento vertical proposto vão desde a construção até a aplicação no dia-a-dia. A garagem subterrânea pode ser até 30% mais cara, pois inclui custos de escavação e obras de contenção. Evitando tais operações, diminui-se a produção de entulho e não há o risco de interferir nas barreiras de água do subsolo, medidas que contribuem com a preservação do meio ambiente. Os usuários não têm acesso ao interior, onde os carros são guardados, já que os veículos são direcionados para as vagas por meio de equipamentos totalmente robotizados, facilitando a segurança do conjunto. A sua volumetria totalmente modular e de estrutura pré-moldada, possibilita que o estacionamento vertical possa ser ampliado futuramente caso seja uma demanda.
Em 1910 quando construída a nova sede da Biblioteca Nacional, ali seria criado um novo centro para a preservação e divulgação da cultura. Um marco arquitetônico voltado para a cidade e com inovações tecnológicas que correspondiam ao seu contexto histórico. Um projeto que procurava se destacar, atrair e demostrar sua importância, tanto cultural como arquitetônica. Hoje, em tempos atuais, a arquitetura percorre o mesmo processo da preservação e atualização dos seus meios. Baseando-se nesse contexto, o projeto procura atrair os usuários e servir de marco arquitetônico e cultural para a região, contemplando sua contemporaneidade e sua relação direta com o meio construído.

ESQUEMA-RUIDOS

 

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